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Noticia de: 27 de Outubro de 2017 - 08:06
Em MS, metade dos alunos do 3º ano não sabe ler, nem fazer soma



 

Foto divulgação.

 

Em MS, metade dos alunos do 3º ano não sabe ler, nem fazer soma

 
 

Em Mato Grosso do Sul, metade (56,1%) dos alunos dos 3º anos do ensino fundamental não sabe ler. Outros 57,6% não conseguem resolver problemas simples de matemática, e mais de 33% têm sérias dificuldades em formar palavras na hora de escrever.

É o que mostram os dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) 2016, divulgados ontem. A prova foi realizada em novembro por 2,1 milhões alunos em 48 mil escolas públicas do País. O estudo é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

A avaliação classifica o conhecimento nas três áreas em quatro níveis. Em dois, elementar e básico, o desempenho é considerado insuficiente para a faixa etária. Em "leitura', 56,1% dos alunos do Estado estão nos níveis considerados insuficientes, isto porque 16,7 apresentou desempenho elementar e 39,4% alcançou o nível básico.

O aluno nesses níveis não consegue entender a finalidade de textos como convite, cartaz, receita e bilhete. Localizar informação explícita em textos curtos (com até cinco linhas) em gêneros como piada, parlenda, poema, tirinha (história em quadrinhos em até três quadros), texto informativo e texto narrativo. 

Eles também não tem proeficiência para identificar o assunto de textos, cujo o tema pode ser identificado no título ou na primeira linha em gêneros como poema e texto informativo. Eles também não conseguem inferir o assunto de um cartaz apresentado em sua forma estável, com letras grandes e mensagem curta e articulação da linguagem verbal e não verbal.

Só 9,7% dos estudantes do Estado atingiram nível desejado e 34,1% ficaram no estágio considerado adequado.

MATEMÁTICA

Em matemática, 57% dos alunos apresentaram proficiência insuficiente. Pelo menos 19,4% deles não conseguem reconhecer figuras geométricas;  ler a hora no relógio analógico, nem fazer adição de duas parcelas.

Outros 38,2% não reconhecem as cédulas e moedas de dinheiro, nem associam a escrita por extenso de números naturais com até três algarismos à sua representação simbólica.

Entre os estudantes do Estado que tiveram melhor desempenho, 66,6% apresentaram nível suficiente de proeficiência. No entanto, 33,3% dos estudantes não conseguem, por exemplo, escrever corretamente palavras com diferentes estruturas silábicas, como "lousa" ou "professor". 

BRASIL

No Brasil, os resultados da ANA revelam que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, permanecem em níveis insuficientes de leitura.

Em matemática, mais da metade dos estudantes brasileiros, 54,4%, ainda está abaixo do desempenho desejável, figurando nos níveis 1 e 2. A porcentagem de estudantes nos níveis 3 e 4 ficou em 45,5% em 2016.

Os resultados de 2016 em escrita revelam que 66,15% dos estudantes estão nos níveis 4 e 5. Com isso, 33,95% dos estudantes ainda estão nos níveis insuficientes: 1, 2 e 3.

Com o objetivo de combater a estagnação dos baixos índices registrados pela Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), o Ministério da Educação lançou, nesta quarta-feira (25), a Política Nacional de Alfabetização.

Trata-se de um conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Também será criado o Programa Mais Alfabetização, que deve atender, a partir de 2018, 4,6 milhões de alunos com a presença de assistentes de alfabetização, que trabalharão em conjunto com os professores em sala de aula.

A expectativa é contar com 200 mil turmas em todos os municípios brasileiros, entre o primeiro e o segundo ano do ensino fundamental. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018.

“A principal iniciativa da Política Nacional de Alfabetização é um programa de apoio aos estados e municípios, às turmas do primeiro e segundo anos, com materiais didáticos de apoio, de acordo com a escolha dos estados e municípios, com apoio para o professor assistente e formação continuada”, disse a ministra substituta do MEC, Maria Helena Guimarães.

Uma das questões aplicadas na prova de escritaUma das questões aplicadas na prova de escrita

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